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08.06.2009
OIT propõe um pacto mundial para enfrentar os efeitos da crise econômica sobre o emprego
GENEBRA (Notícias da OIT) – O Diretor-Geral da OIT, Juan Somavia, disse hoje que a crise de emprego e da proteção social provocada pela queda na atividade econômica poderá durar entre seis e oito anos e propôs aos delegados à 98ª Conferência Internacional do Trabalho enfrentá-la com um “Pacto Mundial para o Emprego”.
O Diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) citou uma série de desafios no mundo do trabalho, como o aumento do desemprego, o incremento da pobreza e as dificuldades das empresas. “Quando vemos todas estas coisas em conjunto podemos afirmar que o mundo está enfrentando uma crise de emprego e da proteção social que poderia durar de seis a oito anos”.
Acrescentou que a economia mundial deveria gerar 300 milhões de postos de trabalho até 2015 somente para compensar o crescimento da força de trabalho. Mas isso não está acontecendo e “estamos avançando na direção contrária”, dado que “se estima que o desemprego continuará aumentando ao menos até o final de 2010 ou até 2011”. Somavia explicou que embora não haja sinais de que a queda na economia esteja perdendo velocidade, “sabemos por experiëncias anteriores que o emprego consegue recuperar-se aos níveis anteriores à crise somente depois de cinco ou seis anos em média”.
“Nossa responsabilidade tripartite é a de propor políticas que reduzam consideravelmente este atraso na recuperaçãodo emprego”, acrescentou. Somavia disse que um Pacto Global implicaria um compromisso por parte dos mandantes tripartites da OIT de colocar o emprego e a proteção social como elementos centrais de todas as políticas econômicas e sociais e de promover uma visão produtiva baseada nos investimentos, nas empresas, na proteção social e na geração de postos de trabalho.
“Em grande parte isso vai depender do êxito das políticas econômicas e sociais, dos pacotes de estímulo adotados pelos países e de contar com um setor financeiro que funcione”, afirmou. “Nossa tarefa mais urgente é de liderar um forte acordo tripartite para conseguir a recuperação mediante políticas de Trabalho Decente”.
“O Pacto não está planejado como um instrumento legal internacional de caráter obrigatório. Trata-se de obter um acordo baseado no desenvolvimento de políticas comuns que eventualmente conduzam à geração de programas nacionais e internacionais”, afirmou Somavia.
Acrescentou qeu o Pacto estaria baseado em uma série de políticas já aprovadas e que se forem adotadas de forma integral poderiam ajudar a “reduzir as tensões sociais, a proteger as pessoas frente à queda da atividade econômica e, o mais importante, a estimular a demanda agregada e firmar as bases do crescimento do amanhã”.
“É por isso que convoco a todos na Conferência Internacional do Trabalho de caráter tripartite, que é o principal órgão de governança da OIT, a dar forma ao Pacto Mundial de Emprego como uma iniciativa nacional, regional e global que ajude os tabalhadores, as famílias e as empresas a enfrentar a primeira crise sistêmica da globalização e a firmar as bases para abrir uma via de trabalho decente que conduza à recuperação e ao crescimento sustentável”, disse Somavia.
Mais de 10 Chefes de Estado e de Governo, cinco vice-presidentes, ministros do Trabalho, representantes de trabalhadores e empregadores, especialistas em assuntos econhômicos e sociais participarão de uma Cúpula de Emprego convocada pela OIT para os dias 15 e 16 de junho no marco de sua Conferência anual. Espera-se que cerca de 4.000 delegados procedentes dos 183 Estados Membros da OIT participem da Conferência de 16 dias que se realiza em Genebra.
A Conferência começou em um meio que Somavia denominou como “a mudança de uma era”. Em seu discurso, notou que “os custos da crise tem sido amplamente distribuídos. No entanto, os benefícios do crescimento estavam muito concentrados”.
“É preciso colocar as pessoas em primeiro lugar e não somente dizer isso, mas fazê-lo. Essa é a prioridade”, acrescentou o Diretor-Geral da OIT.
Fonte: site OIT Brasil
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