Com a proposta de fortalecer ainda mais a Lei da Aprendizagem (10.097/2000), as organizações ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Atletas pela Cidadania, Instituto Ethos e o GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) lançaram, dia 18 de agosto, o “Pacto pela Aprendizagem”.
A atividade foi realizada como parte das ações do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas – CONARH 2009, e contou com a presença de profissionais da área de Recursos Humanos e demais interessados no tema.
Segundo Ralph Chelotti, presidente da ABRH Nacional, a meta estabelecida pelo governo de inserir 800 mil jovens aprendizes até 2010 é ousada, mas, com o comprometimento de todos, poderá ser alcançada. “Essa parceria vem para isso. Vamos fazer ´barulho´. E barulho para o bem”, apontou.
Raí de Oliveira, ex-jogador e presidente da ONG Atletas pela Cidadania, lembrou que os programas de aprendizagem são essenciais para oferecer novas oportunidades à juventude brasileira, que se depara atualmente com vários obstáculos para o seu pleno desenvolvimento, como o desemprego e a falta de uma educação de qualidade. Assim, ao se tornarem aprendizes, os jovens têm a possibilidade de adquirir experiência profissional, gerar renda para si e sua família, além de contar com uma formação, que garantirá a sua permanência na escola e dedicação aos estudos.
“Portanto, mais do que um peso para as empresas, a Lei da Aprendizagem deve ser vista como uma oportunidade de formar futuros profissionais”, destacou Raí, enfatizando que, para isso, é necessário mudar a cultura interna das instituições. “É preciso motivar as empresas a participarem e se informarem. Muitos profissionais de Recursos Humanos, infelizmente, ainda não conhecem a fundo a legislação”.
A falta de informação por parte dos empresários também foi um dos pontos destacados por Emilio Martos, do Instituto Ethos, fator para o não cumprimento da lei. Emilio convocou ainda as empresas que já desenvolvem seus programas de aprendizagem com sucesso a compartilharem essas experiências em suas redes, incentivando iniciativas semelhantes juntos aos fornecedores e clientes. “É preciso uma atuação pública e política de todos nós para que as ações aconteçam. A responsabilidade não deve ser apenas do governo”, enfatizou.
De acordo com Silvia Zanotti, do GIFE, a promoção do desenvolvimento da juventude já é um tema de destaque entre os 122 associados que, atualmente, investem cerca de 1.5 bilhão em projetos sociais. Entre as ações desenvolvidas está o apoio a projetos de formação e qualificação profissional de jovens, inclusive de aprendizes. “Essa é uma importante porta para entrada no mercado de trabalho”, disse.
Novas discussões – hoje e amanhã serão realizadas novas rodas de conversa na CONARH sobre a Lei da Aprendizagem. Desses encontros participarão atletas da organização, assim como representante do Portal Busca Jovem e de outras entidades, além do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No encerramento da CONARH, as organizações fizeram a assinatura formal do Pacto pela Aprendizagem, para um público presente de 2 mil pessoas.