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03.06.2009


PNUD convida todos para definir o próximo tema do Relatório de Desenvolvimento Humano


O que precisa mudar no Brasil para a sua vida melhorar de verdade? A ONU acredita que a partir dessa pergunta, aparentemente simples, seja possível começar no Brasil um movimento pelo desenvolvimento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais consistente do que o atual.

 

A população pode acessar o portar Brasil Ponto a Ponto e enviar vídeos, ou apenas depoimentos escritos, e dessa forma, contribuir para o próximo Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) brasileiro promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

 

Segundo o coordenador do relatório, Flávio Comim, essa é a primeira vez em que a organização mundial faz pesquisas para o tema a partir de questões abertas, “assim a probabilidade de interesse por parte da população de utilizar o relatório para si poderá ser maior”, argumenta.

 

A terceira edição do Relatório de Desenvolvimento Humano deverá ser lançada em cadernos entre o final de 2009 e o início de 2010. Até dezembro de 2008 foram ouvidas cerca de 2,5 mil pessoas a partir de questionários respondidos pelo site do PNUD, do Portal do Voluntário, e de sete audiências públicas realizadas durante o ano passado.

 

Os dois relatórios anteriormente lançados – em 1996 e 2005 – promoveram, primeiro, a introdução do cálculo do IDH por estados (antes apenas aplicado em âmbito nacional), e segundo, discussões sobre racismo, pobreza e violência.

 

Comim esclarece que a próxima publicação do trabalho está sendo definida a partir de inovações baseadas no processo participativo da população. “De aproximadamente 600 relatórios sobre desenvolvimento humano que as Nações Unidas já realizaram no mundo esse é o primeiro com questões abertas”, explica.

 

“O que interessa nisso tudo, é a criação de um espaço [na Internet] onde as pessoas possam se ver, ver os amigos num estimulo ao debate sobre um tema de valor normativo podendo responder ‘o que é possível para se ter uma vida melhor’”, continua.

 

Segundo Comim, as Nações Unidas geralmente baseiam a construção dos relatórios nas opiniões institucionais, afastando, dessa forma, o principal papel dos trabalhos: o de aproximar a sociedade das informações que definem ou impedem seu desenvolvimento.

 

“O relatório não está sendo escrito apenas para o governo, como normalmente é feito. Agora nós pretendemos escrever direto para o grande público, para isso vamos produzir cadernos e cartilhas mais adequadas para este fim”, afirma.

 

A ATLETAS PELA CIDADANIA, que possui como diretriz e inspiração as Metas Desenvolvimento do Milênio, apóia a iniciativa e convoca todos para participar desta iniciativa.

 

A página do portal Brasil Ponto a Ponto é www.brasilpontoaponto.org.br.



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